quarta-feira, 22 de maio de 2013

Veterinária sugere cremar animais domésticos em vez de enterrá-los

Foto: SXC/Creative Commons


Ninguém gosta de pensar no momento em que não terá mais o animal de estimação por perto. Para muitos proprietários, os pets são considerados membros da família e o apego dificulta a despedida na hora do falecimento.

No entanto, em um momento como esse, é necessário saber o que fazer. No Recife são poucas as empresas que oferecem o serviço funerário especializado ou a cremação. Buscar ajuda de um profissional ou contratar uma empresa séria atitudes que podem minimizar o sofrimento.

A veterinária Pâmela de Almeida explica que a decisão sobre o que fazer após o falecimento deve ser do tutor, mas alerta sobre alguns riscos. “Mesmo que o animal esteja em uma clínica ou hospital, é o proprietário que decide. Muitas vezes eles preferem ficar com o corpo. Nós indicamos a cremação, que é mais cômodo. Até porque para fazer o funeral é preciso ter um local adequado, com a profundidade de mais de dois metros porque é material biológico em decomposição”, esclarece.

A cremação oferece mais comodidade e menos custo, mas não é muito escolhida por tutores por ser feita de forma coletiva. “A cremação é feita através de empresas ligadas aos hospitais veterinários que incineram os animais junto com materiais biológicos. Por não ser individual, não há devolução de cinzas”. O valor irá depender do porte do animal, mas a taxa é a partir de R$50,00.

Já o funeral pode ser de responsabilidade do tutor ou de uma empresa contratada. O produtor cultural Tadeu Gondin, 37 anos, depois da morte de sua cachorrinha Sarah, uma Dachshund, que aos 11 anos sofreu um infarto e não resistiu, optou por contratar uma empresa para cuidar do enterro. “Ela faleceu em uma clínica, então me indicaram a cremação, até pensei na possibilidade, mas achei que seria mais respeitoso enterrá-la em um cemitério”, conta.

Tadeu recorreu à Serviços Funerários para Pequenos Animais (Serfupa), que se responsabilizou pelo transporte, enterro e permanência do corpo no túmulo durante dois anos. Todo custo foi de mil reais. “Eu sei que ali está apenas o corpo, mas durante 11 anos ela me deu tanta alegria que preferi desta maneira. Não que eu goste de fazer visitas em cemitérios, mas eu achei mais respeitoso fazer isso por ela”, afirma.


terça-feira, 21 de maio de 2013

Alimentação correta eleva a qualidade de vida dos animais de estimação

De acordo com veterinário, escolha da ração deve levar em conta espécie, tamanho, atividade física e rotina da família



Ao contrário do que muitos donos de animais acreditam, nem tudo o que é bom para o ser humano é bom também para o animal (Foto: Reprodução)

Donos de animais de estimação costumam escolher os alimentos pelo preço ou pelo paladar do animal, sem saber que para cada um deles deveria ser elaborada uma dieta individual. “Mesmo o animal gostando da ração, a longo prazo, um alimento inadequado vai cobrar suas consequências”, avalia o médico veterinário Felipe Malavolta.

Especializado em fisioterapia, ele conta que chegam ao seu consultório muitos animais com problemas provocados por dieta incorreta. Vão desde uma lordose na coluna a problemas como o diabetes. “Os donos acham que o que é bom para a gente é bom para o bicho”, lamenta.

Para avaliar qual a alimentação mais correta, além de levar em consideração espécie, tamanho e atividade física do animal, o veterinário recomenda avaliar a rotina da família. “Nas conversas percebo que a família toda alimenta o bicho da forma errada. Então, primeiro é preciso reeducar o dono para, só assim, poder tratar o animal, que, afinal, não tem culpa nenhuma”, lembra.

Até a quantidade de animais que habita a casa tem que ser levada em conta na avaliação, de acordo com Malavolta. “Cães são muito individualistas, então, se tem concorrência na comida, é capaz de ele comer mesmo sem ter fome. Os gatos já não têm esse tipo de problema”, diz.

Uma das consequências do excesso é a obesidade, que pode provocar problemas cardíacos, renais e ortopédicos, entre outros. Por outro lado, uma alimentação correta pode elevar a sobrevida de um animal em 20%, segundo o veterinário.

Mercado tem vários tipos de ração
A infinidade de rações existentes muitas vezes leva o proprietário a ficar em dúvida sobre qual fornecer ao seu animal. Existem as básicas, da linha Premium e linha Top. Essas últimas possuem componentes mais nobres, como carne de aves e vegetais, o que eleva consideravelmente a qualidade nutricional e, com isso, a saúde do animal.

Alguns efeitos, como brilho e maciez do pelo, brilho dos olhos, disposição geral do animal e boa constituição física são observados de imediato. Mas o mais interessante são os efeitos de longo prazo: o animal tem sua expectativa de vida aumentada e, o mais importante, com qualidade de vida.

Um animal que consumiu a vida toda ração de qualidade, foi devidamente vacinado e vermifugado, constantemente acompanhado por um profissional, literalmente morre de velhice.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Dedicação de voluntários reforça ações em defesa de animais no Amazonas

Cães e gatos são resgatados de ruas e passam a ser considerados como membros das famílias.

Camila Pereira

Eles decidiram fazer a diferença e lutar pela defesa dos animais. A vontade de ajudar e salvar as vidas daqueles que não sabem falar impulsiona e faz com que os ‘protetores dos animais’ lutem por políticas públicas rígidas e conscientizem a população, que é importante cuidar com responsabilidade do seu bichinho de estimação e daqueles que ainda não têm um lar.

Desde criança, o funcionário público Diego Alencar percebeu que ‘algumas pessoas tratavam os animais como objeto’ e que isso precisava ser mudado. “Quando criança, a gente já imagina, mas quando crescemos é que se percebe o quanto se maltrata os animais. Ouvimos sempre muitos familiares falando de abandono, mas não se pensa o quanto esse animal pode sofrer. É importante procurar saber e decidir ajudar”, diz Alencar.

São com pequenas ações, como levar uma porção de ração e um pouco de água na mochila que ele tenta fazer a diferença na comunidade. “Perto de casa, alimento os animais. Nas idas e vindas do trabalho distribuo a ração e coloco água pros bichinhos que estão perambulando. Incentivo os vizinhos e amigos, que acabaram adotando estes animais comunitários”, explica ele.

Foi com este incentivo que há seis meses ele conseguiu reunir os mesmos vizinhos e amigos para pagar uma cirurgia de uma cadela que foi atropelada. Soneca estava tão debilitada que não conseguia se levantar. “Pagamos a cirurgia e arcamos com os custos até achar um lar para ela”, contou.

Há um ano e meio, Moreninha também foi atropelada. O veterinário Jorge Carneiro, pela profissão e por tanto amor aos animais, não poderia deixar de cuidar e dar toda atenção à vira-lata, que virou o xodó da família.

“Costumo dizer que ela foi uma paciente que virou parente, porque a vizinha pediu pra cuidar, enquanto viajava e fazer o que fosse necessário. Quando a vizinha voltou, a minha filha não deixou que ela levasse”, contou.

Além de Moreninha, outros três animais fazem parte da família e todos foram adotados. “Eles têm muito a ensinar. A máxima do ‘amor incondicional’ existe, porque ele vai estar lá independente de qualquer coisa ele vai estar lá. Qual ser humano faz isso?”, questiona.

Manaus conta, hoje, com quatro ONGs e muitos protetores independentes. Coordenadora da ONG L-Cachorreiros, Erika Schloemp está na luta em defesa dos animais desde 2007. “É necessário que haja políticas públicas tanto para os animais domésticos quanto para os silvestres e exóticos” , afirma ela.

Durante muito tempo, o sacrifício irregular e a eutanásia eram vistas como forma de controle populacional de cães e gatos, prática que vem sido combatida pelos protetores que defendem o direito dos animais. Uma lei aprovada recentemente no Estado prevê que este controle populacional deve ser feito por meio de esterilização, vetando definitivamente a prática do sacrifício de animais saudáveis nos Centros de Zoonoses.

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